Preso pela morte da esposa, a PM Gisele Alves Santana, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi alvo de uma nova denúncia no dia 30 de abril. Segundo o documento, Rosa Neto é acusado de assediar outra mulher.
Chama a atenção na denúncia que, segundo relatos da vítima, as tentativas de aproximação teriam se mantido mesmo após a morte da PM Gisele Santana. A vítima é também uma policial mulher que atuava como subordinada de Rosa Neto.
A vítima integrava o efetivo da 3ª Companhia, no 49º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano, onde Rosa Neto atuava como comandante da unidade. Na denúncia, a PM descreve insistentes tentativas de aproximação.
A PM relata mensagens frequentes, abordagens de cunho pessoal, convites e até mesmo episódios de pressão no ambiente de trabalho. Segundo a denúncia, as práticas teriam se arrastado ao longo de meses.
O documento aponta ainda que no dia 4 de março, apenas 18 dias após a morte de Gisele Santana, Rosa Neto teria tentado novamente contato com a vítima, para se explicar sobre as investigações sobre a morte da esposa – em que já era tratado como suspeito.
Como resposta, a soldado teria pedido que Rosa Neto a deixasse em paz e se queixou por estar sendo associada ao caso como “amante” dele. Mesmo após a resposta, Rosa Neto teria mantido contatos e, mesmo ao ser ignorado, continuou com as tentativas de aproximação.
A soldado descreve as ações de Rosa Neto como “comportamento de maluco” e afirma que passou a ter medo após a morte de Gisele, por não saber do que o suspeito seria capaz de fazer.
A soldado relata na denúncia que rejeitou as investidas de Rosa Neto diretamente em várias ocasiões, mas que ainda assim era perseguida. O tenente-coronel teria chegado a ir na casa da vítima com um buquê, mesmo após rejeições.
