Nesta terça-feira, a Embaixada do Irã na Turquia se manifestou sobre as graves ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O órgão diplomático minimizou as palavras de Trump.
Mais cedo, o presidente dos EUA havia ameaçado o Irã com palavras fortes, exigindo que o país persa se dobrasse as condições impostas por Washington pelo fim da guerra. Na ameaça, Trump afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite para nunca mais ser ressuscitada”.
Em resposta, a Embaixada iraniana ressaltou que o povo persa possui séculos de história, repleta de conflitos e ataques, mas que segue firme até os dias atuais. A declaração chamou a atenção da imprensa internacional, especialmente pela mensagem transmitida: a de que o país esta disposto a estender a guerra pelo tempo que for necessário.
“Alexandre a incendiou. Os mongóis a devastaram. A história a pôs à prova. Irã ainda está aqui. As ameaças de um psicopata não acabarão com o que o tempo não conseguiu”, declarou.
O governo iraniano, por sua vez, respondeu afirmando que não negocia sob ameaça e que as declarações de Trump são “ilógicas”. O país segue com a postura de que sustentará a guerra e só vai negociar sob seus próprios termos.
Do outro lado da guerra, Trump segue fazendo ameaças. O presidente dos EUA conta com apoio militar no Oriente Médio, especialmente através das Forças de Defesa de Israel (IDF), que confirmaram ataques contra oito pontes em cidades iranianas. Israel também afirma ter feito bombardeios contra o complexo petroquímico iraniano.
Enquanto, ao que tudo indica, o conflito esta longe de acabar, outros países do mundo assistem apreensivos aos desdobramentos. Não apenas a economia mundial pode estar ameaçada, como também a estrutura energética de vários países que dependem de petróleo.
