Piloto fez comparação momentos antes de queda de avião da Voepass

O piloto acabou fazendo uma comparação apenas alguns momentos antes de ter acontecido a queda.

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O relatório elaborado pela Polícia Federal sobre o acidente aéreo envolvendo a aeronave da Voepass, ocorrido em agosto de 2024 na cidade paulista de Vinhedo e que vitimou 62 pessoas, revelou que o acúmulo severo de gelo na estrutura combinou-se com falhes operacionais e mecânicas para provocar a tragédia.

Os documentos detalham os diálogos finais da tripulação e as conclusões técnicas da perícia. Transcrições obtidas pela investigação demonstram que, pouco antes da queda, os tripulantes constataram problemas recorrentes nos mecanismos de remoção de gelo. Às 15h15, um alarme sonoro indicou falha no sistema de degelo da fuselagem.

O piloto comentou sobre a situação e, minutos depois, um novo aviso apontou a formação de gelo na aeronave, levando-o a ironizar o comportamento do equipamento ao compará-lo com o personagem cinematográfico conhecido como Herbie, o Fusca.

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Por volta das 16h20, durante os preparativos para o pouso, a tripulação voltou a constatar a inoperância do sistema. O último registro de voz na cabine captado pelas caixas-pretas ocorreu às 16h22, correspondendo ao alerta crítico de proximidade do solo.

O documento técnico de duzentas páginas aponta múltiplos fatores determinantes para o acidente do voo. A aeronave operava sob condições meteorológicas desfavoráveis, caracterizadas por frente fria ativa, umidade elevada e formação severa de gelo.

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O sistema pneumático de degelo registrou falhes no dia da ocorrência e em três voos anteriores, e a investigação apontou que a indisponibilidade desse equipamento deveria ter impedido a decolagem sob tais condições.

Além disso, os peritos destacaram que a equipe manteve o foco em tarefas de comunicação e preparação para o pouso, mantendo-se alheia aos alertas e deixando de executar tempestivamente os procedimentos previstos para a reinicialização do sistema de degelo, embora estivessem devidamente habilitados.

Constatou-se também uma irregularidade administrativa, pois a decolagem a partir de Cascavel ocorreu com os limpadores de para-brisa inoperantes apesar da previsão de chuva no destino, desrespeitando a Lista de Equipamentos Mínimos, embora sem relação direta com a causa determinante da queda.

A conclusão central da Polícia Federal aponta que o sinistro decorreu da perda de controle em voo, impulsionada pelo acúmulo de gelo, pela inoperância do sistema de degelo e pela não execução adequada dos protocolos de segurança exigidos para o cenário meteorológico.

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Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.