O caso da jovem de 19 anos de idade que foi agredida brutalmente na região de Paço do Lumiar, no Maranhão, revela uma face sombria de abuso de poder e crueldade.
Grávida de cinco meses, a trabalhadora doméstica foi submetida a uma sessão de tortura de mais de uma hora pela empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, motivada por uma acusação de roubo de joias que se provou infundada logo em seguida.
Isto aconteceu diante de um objeto que foi encontrado no cesto de roupa suja da própria residência. Durante o espancamento, a jovem relatou ter focado todas as suas forças em proteger o ventre para evitar que os socos, murros e chutes atingissem o bebê.
A situação aconteceu enquanto era intimidada por um comparsa armado que chegou a colocar o cano da arma em sua boca em uma espécie de jogo sádico de “quente ou frio” para forçar uma confissão.
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A gravidade do episódio é amplificada pela existência de áudios em que a própria agressora se vangloria do que chamou de “massacre”, admitindo em um grupo de mensagens que a intenção era que a vítima nem saísse viva do local.
Nessas gravações, validadas pela Polícia Civil, Carolina descreve com detalhes as agressões, mencionando que seus próprios dedos ficaram roxos de tanto bater e que contou com a ajuda de um homem para pressionar a funcionária.
Apesar de o marido da empresária negar a veracidade das mensagens, a Polícia Civil do Maranhão já as anexou ao inquérito como prova material, juntamente com o exame de corpo de delito que confirmou as lesões, incluindo uma marca de coronhada na testa.
As investigações revelaram ainda que Carolina Sthela possui um histórico extenso de comportamentos similares, acumulando mais de dez processos judiciais, o que mostra um comportamento agressivo.
Em um episódio anterior, ocorrido em 2023, ela foi condenada por calúnia após acusar falsamente uma ex-babá de roubo, tendo sua pena convertida em serviços comunitários e pagamento de indenização.
Atualmente, o novo caso segue sob investigação pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy e conta com o acompanhamento da Comissão de Direitos Humanos da OAB.
A reincidência desses episódios e a brutalidade relatada nos áudios geram uma forte pressão social por justiça, enquanto a vítima ainda tenta se recuperar dos profundos traumas emocionais e físicos causados pela violência.
