O caso Eliza Samudio, um dos mais emblemáticos da crônica policial brasileira, volta a ser comentado mais de uma década após o desaparecimento da modelo. O reaparecimento de um passaporte em nome de Eliza em Portugal reacendeu discussões e trouxe novamente à tona a dor de uma família que há 15 anos convive com a ausência e a falta de respostas definitivas.
A lembrança da jovem, desaparecida em 2010, ainda causa comoção e reforça a luta por paz e respeito de seus familiares. O documento foi encontrado na última sexta, dia 2 de janeiro, e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.
Desde então, a notícia circula nas redes sociais e meios de comunicação, gerando especulações sobre sua origem. A família, no entanto, afirma que não há dúvidas sobre a morte de Eliza e critica a forma como o assunto tem sido tratado.
“Se o passaporte for verdadeiro, queremos tê-lo conosco. É uma lembrança dela. Não temos paz com tudo o que fazem com Sônia e Bruninho”, declarou Maria do Carmo, madrinha do filho da modelo e representante legal da mãe de Eliza, Sônia Moura.
Maria do Carmo classificou o episódio como “um factoide doloroso” e destacou que o caso não deve ser explorado de forma sensacionalista. O consulado brasileiro confirmou que já notificou o Ministério das Relações Exteriores em Brasília, aguardando orientação sobre o destino do passaporte.
Eliza desapareceu em 2010, aos 25 anos, após denunciar o goleiro Bruno Fernandes, então titular do Flamengo, por não reconhecer a paternidade do filho dos dois. O atleta foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por homicídio, sequestro e ocultação de cadáver.
Mesmo após várias condenações de envolvidos, o corpo da modelo nunca foi encontrado, mantendo um ar de mistério sobre o caso. Para a família, cada nova notícia representa uma ferida reaberta. “Queremos apenas que nos deixem viver em paz, sem alimentar falsas esperanças”, concluiu Maria do Carmo, emocionada.
