Em São Paulo, uma família cobra respostas após o filho, um bebê de apenas 3 meses, ser submetido a um procedimento não autorizado previamente. Ravi Lucca nasceu com um dedinho a mais nas mãos, o que levou a família a procurar orientação médica.
Na última quarta-feira (03/12), o menino deu entrada no Hospital Municipal Ermelino Matarazzo para passar pela cirurgia de remoção dos dedos extras. A família foi orientada sobre a cirurgia e autorizou o procedimento.
No entanto, quando receberam a criança de volta, a família descobriu que o bebê havia sido submetido também a um procedimento de frenectomia lingual, mesmo sem consentimento. A cirurgia corrige a popular “língua presa”.
A família do bebê questiona o procedimento realizado sem autorização e também a necessidade dele, uma vez que o menino não tinha qualquer diagnóstico que apontasse a recomendação da cirurgia.
Em um áudio encaminhado à família, a médica reconhece que de um “pique na língua” da criança em caráter preventivo, para evitar que o menino desenvolvesse problemas de fala no futuro.
A família acredita que houve algum erro no hospital e que o prontuário do bebê pode ter sido trocado. A Secretaria Municipal da Saúde não se manifestou sobre o caso, mas a Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que a família registrou um BO por lesão corporal.
“É um pique na língua, ta?, que foi feito. Exatamente pra criança não ter problema pra falar futuramente”, diz a médica no áudio. A profissional também questiona se a família tinha observado a língua do bebê no pós cirúrgico, recebendo uma resposta positiva.
“Então, isso daí [procedimento], se for feito adequadamente; muitas vezes quem indica não é o pediatra, quem manda pra gente, pra gente indicar, é o cirurgião”, justifica a médica. Na sequência, a família volta a questionar.
