10 indígenas Guarani Kaiowá sofreram lesões graves em ataque no MS

O caso está sob investigação.

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No início da tarde deste sábado (3), um ataque brutal deixou dez indígenas Guarani Kaiowá gravemente feridos na Terra Indígena (TI) Lagoa Panambi, localizada no município de Douradina, localizado no interior do estado do Mato Grosso do Sul.

As agressões foram denunciadas pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que destacam a crescente tensão na região em torno das disputas de terra.

Esse ataque é parte de uma série de confrontos que têm ocorrido nas áreas de retomada dos indígenas, exacerbando ainda mais o clima de violência e insegurança.

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De acordo com o Cimi, o ataque ocorreu logo após a saída dos agentes da Força Nacional, que teriam alertado os indígenas de forma ameaçadora, dizendo-lhes para deixarem a área sob pena de morte.

Após a retirada dos agentes, homens armados chegaram ao local em caminhonetes, portando armas com munição letal e balas de borracha. A violência resultou em dois indígenas gravemente feridos, um atingido na cabeça e outro no pescoço. Essas vítimas, juntamente com outros seis feridos, foram levadas para o Hospital da Vida em Dourados para receber atendimento médico urgente.

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A região onde ocorreu o ataque é uma das sete áreas de retomada de terras pelos Guarani Kaiowá na Lagoa Panambi, cuja demarcação de 12,1 mil hectares está pendente desde 2011.

A demarcação da terra indígena foi identificada e delimitada pela Funai, mas enfrenta entraves devido ao debate sobre a tese do marco temporal, que está sendo discutido no Congresso.

A Apib expressou preocupação pela presença de muitas crianças e idosos no local, aumentando a urgência de medidas de proteção para os indígenas. Este ataque segue-se a um incidente similar ocorrido na sexta-feira, quando um casal de jagunços armados foi preso na área de Pikyxyin, uma das retomadas.

Tais eventos demonstram a escalada da violência na região, que é caracterizada por conflitos fundiários intensos. As denúncias do Cimi também indicam que a Força Nacional teria notificado a Coordenação Regional da Funai sobre os indígenas estarem avançando nas retomadas, embora uma inspeção do órgão não tenha confirmado tal avanço, indicando que os Guarani Kaiowá permanecem nos locais já ocupados.

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A situação alarmante na TI Lagoa Panambi destaca a necessidade urgente de intervenção para garantir a segurança dos povos indígenas e a proteção de seus direitos territoriais. É essencial que as autoridades tomem medidas para evitar novos episódios de violência e assegurar a proteção dessas comunidades vulneráveis.

A solução pacífica e justa para as questões de demarcação de terras deve ser priorizada para evitar tragédias semelhantes no futuro e assegurar que os direitos dos povos indígenas sejam respeitados conforme previsto na Constituição Brasileira.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.