O atendimento médico deve ser prestado de maneira ética, respeitosa e dentro dos protocolos estabelecidos para garantir a segurança e a dignidade dos pacientes.
A relação entre profissionais da saúde e quem busca atendimento é baseada na confiança, motivo pelo qual qualquer denúncia de conduta inadequada exige apuração rigorosa pelas autoridades e pelas instituições responsáveis.
Um estudante de Medicina, de 39 anos, foi preso em flagrante na madrugada desta segunda, dia 3 de agosto após ser acusado de importunação sexual por uma paciente no Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas, no Sul de Minas Gerais.
O caso mobilizou equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e a direção da unidade hospitalar, que adotou medidas imediatas após tomar conhecimento da denúncia. Segundo informações da Polícia Militar, a paciente relatou que havia recebido atendimento inicial de um médico e de uma enfermeira.
Em seguida, o estudante, identificado como Alexandre Figueiredo, teria entrado sozinho no quarto para dar continuidade ao atendimento. De acordo com o depoimento da mulher, o estudante solicitou que ela mostrasse novamente as partes íntimas e, durante o procedimento, teria realizado contato físico na região genital sem utilizar luvas.
A paciente também afirmou que o suspeito fez fotografias sem autorização e realizou perguntas de caráter pessoal, situação que lhe causou constrangimento. Após receber a denúncia, a Polícia Militar encaminhou o estudante para a 2ª Central Estadual do Plantão Digital.
A Polícia Civil informou que a prisão em flagrante foi ratificada pelo crime de importunação sexual. Depois dos procedimentos legais, ele foi levado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça enquanto o caso é investigado.
Em nota oficial, o Hospital Universitário Alzira Velano informou que afastou imediatamente o estudante de todas as atividades desenvolvidas na instituição e instaurou um procedimento interno para apurar os fatos.
O hospital destacou ainda que estudantes de Medicina não possuem autorização para realizar atendimentos desacompanhados de um médico supervisor e reforçou que a conduta descrita na denúncia não corresponde aos protocolos adotados pela unidade.
Já a defesa do estudante afirmou que ele teria agido por desconhecimento das normas relacionadas ao atendimento médico supervisionado. Segundo o advogado, não houve intenção de praticar qualquer irregularidade, embora não tenha comentado as demais acusações apresentadas pela paciente.
