A prisão da mulher de 37 anos que se fazia passar por criança, em Santa Catarina, chocou o país. O caso causou espanto e levantou uma série de dúvidas entre internautas. O mais impressionante, no entanto, é que Amanda Maria Souza de Oliveira não enganou apenas uma família.
A mulher foi presa em Joinville, após se inserir em um círculo social através de uma Igreja, e ludibriar uma família. A mulher chegou a morar por um ano com uma família, que acreditava estar acolhendo uma criança de 12 anos.
Para criar uma situação de risco, a mulher afirmava que fugiu de um ambiente abusivo na família biológica. Amanda afirmava ainda que era autista e que sofria de outros problemas de saúde, que justificariam sua aparência adulta.
Segundo as vítimas, a todo momento a mulher demostrava um comportamento infantilizado e assustado, reforçando necessidade de cuidado constante e deixando a família sempre em estado de alerta.
De acordo com o inquérito, a suspeita chegava a mamar mamadeira e chupar chupeta, para reforçar uma ideia de criança. Mas o que mais chama a atenção é que a polícia confirmou vítimas em outros estados.
Em 2023, Amanda chegou a ser presa em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, por aplicar o mesmo golpe. Os detalhes do caso, em 2023, se apoiam nas mesmas estruturas: Amanda afirmava estar fugindo de uma situação de abuso em sua família biológica e relatava medo de ser encontrada.
No Rio, Amanda se inseriu no círculo social das vítimas através de um projeto social. Na época, as vítimas se comoveram tanto com a história que pagaram por sessões de terapia, alugaram uma casa e chegaram a doar mantimentos e roupas para a golpista.
Em 2023, o caso foi descoberto após as vítimas procurarem a polícia em busca de ajuda para a golpista. Foi nesse momento que descobriram que a mulher não era vítima, e nem criança. Apesar de ter sido presa, ela foi solta em pouco tempo e voltou a aplicar golpes.
