Flávio Bolsonaro (PL-RJ) demostrou preocupação com as repercussões que a recente movimentação dos EUA pode gerar sobre sua corrida eleitoral. O senador é candidato a presidência e no mês passado esteve com Trump, em um encontro muito comemorado junto ao seu eleitorado.
Uma das articulações de Flávio e aliados, por exemplo, foi a defesa de que o governo Trump classificasse facções brasileiras como organizações criminosas. Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) entraram na mira dos EUA.
No Brasil, Flávio e aliados comemoram o movimento do governo estadunidense. No entanto, na sequência, o governo Trump anunciou novas medidas contra o Brasil e, dessa vez, Flávio demostrou preocupações.
Em um relatório onde acusa o Brasil de manter uma relação “irrazoável” com as empresas dos EUA, pelo uso do PIX, e outras várias críticas, o governo Trump anunciou que pode taxar o Brasil em 15%. Desde que assumiu seu segundo mandado, Trump tem usado tarifaços como moeda de troca para obter o que quer.
Preocupado com o que novas tarifas contra o Brasil podem significar, Flávio pediu formalmente à Washington que poupe o Brasil das taxas. “Diante desse cenário, a imposição de novas tarifas causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro”, disse o senador.
Antes disso, em entrevista ao portal Itatiaia, Flávio já tinha revelado conversas com Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, nas quais pediu que o Brasil não fosse taxado.
“Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras”, disse.
Na mesma carta, enviada ao governo Trump, Flávio afirmou estar confiante que será eleito em outubro e afirmou também que, se eleito, estará disposto a negociar “um amplo acordo” com os EUA.
