Em um discurso histórico e de tom duro, o ministro Alexandre de Moraes quebrou o silêncio sobre os ataques que vem sofrendo, nesta última sexta-feira, dia 1 de agosto, na sessão de reabertura dos trabalhos do Supremo Tribunal Federal (STF).
A fala do ministro foi uma resposta direta à recente sanção imposta pelo governo de Donald Trump e às ameaças que, segundo ele, agora atingem não apenas a ele, mas também os familiares dos ministros da Corte.
Com a esposa, Viviane Barci, presente no plenário, o ministro concedeu uma entrevista em forma de discurso e falou pela primeira vez sobre as ameaças.
“A ousadia criminosa parece não ter limites”, revelou ele, sobre as postagens nas redes sociais, classificando os responsáveis como “milicianos do submundo do crime” e “traição ao Brasil’.
Com a notícia de suas declarações, os detalhes da sessão vieram à tona. O presidente da Corte, Roberto Barroso, e o ministro Gilmar Mendes, saíram em defesa do colega, em uma forte demonstração de união do Supremo contra as pressões externas.
Neste momento de crise, Moraes atacou duramente os brasileiros que articularam as sanções nos Estados Unidos. Ele descreveu as negociações como “espúria, vil, traiçoeira”, e os ataques contra os familiares como “ameaças covardes” e classificou como traição.
A reação do ministro ocorre dias após o governo americano aplicar a Lei Magnitsky contra ele. No momento, o tema da soberania nacional do Brasil está sendo bastante discutido e serve como o ponto central de sua defesa.
Nesta situação, o STF se mostra unido em defesa de seus membros. No discurso de Alexandre de Moraes, ele apontou que não irá ficar calado ao observar ações que considera como criminosas. Seu nome está em alta desde que recebeu a punição.
