A despedida de Maria Clotilde, de 76 anos, e Cláudio Atala Inácio, de 75, ocorre enquanto as investigações sobre a morte do casal continuam mobilizando as autoridades em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais.
O caso também despertou grande comoção entre familiares, amigos e moradores da região, que aguardam respostas sobre o que aconteceu no apartamento onde os idosos viviam. A preocupação da família começou após a interrupção do contato habitual com o casal desde a manhã de segunda-feira (29).
Diante da falta de resposta às ligações telefônicas, o filho, de 45 anos, decidiu ir até o imóvel e encontrou um cenário assustador, a mãe sem vída caída na sala o pai morto sobre a cama e os corpos estavam banhados de sangue.
Durante os primeiros levantamentos, os policiais verificaram sinais de que objetos de valor poderiam ter sido levados da residência. Entre os itens que não foram encontrados estavam dois celulares pertencentes às vítimas, além de uma gaveta onde eram guardadas semijoias, fato que passou a fazer parte da apuração conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais.
A principal suspeita é uma diarista de 30 anos, indicada por um parente de Maria Clotilde para prestar serviços na casa da família. Até o momento, ela não foi localizada e segue sendo procurada para prestar esclarecimentos às autoridades sobre os acontecimentos.
As imagens do circuito de segurança do condomínio passaram a ter papel importante na investigação. Segundo informações levantadas pela polícia, uma mulher entrou no prédio durante a manhã e deixou o local horas depois carregando duas sacolas grandes, uma delas reconhecida pelo filho das vítimas como pertencente à mãe.
Outro detalhe observado pelas equipes foi que a mulher apareceu usando roupas diferentes ao deixar o edifício. Essas informações estão sendo analisadas juntamente com outros elementos reunidos durante a investigação para reconstruir a sequência dos fatos.
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Segundo o delegado responsável pelo caso, uma das hipóteses analisadas é que a situação tenha se desenvolvido de forma inesperada durante uma tentativa de subtração de bens. A polícia ressalta, porém, que todas as linhas investigativas permanecem abertas até a conclusão dos trabalhos.
Equipes também realizaram buscas no endereço da suspeita, em Ribeirão das Neves, mas ela não foi encontrada. De acordo com familiares, ela deixou a residência informando que viajaria para o Espírito Santo e, desde então, não foi localizada, enquanto a Polícia Civil segue reunindo provas para esclarecer completamente o caso.
