O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros, réus pela morte do menino Henry Borel, continua no Rio de Janeiro. Um dos depoimentos mais aguardados foi o da babá que acompanhava o menino.
Thayná de Oliveira Ferreira acabou tendo uma posição de destaque durante as investigações da polícia civil, especialmente depois que as autoridades encontraram mensagens trocadas entre ela e Monique, nas quais a profissional relatava receio pelo comportamento de Jairinho.
Em uma das mensagens, que ganhou maior repercussão na época das investigações, Thayná avisava à Monique que o então vereador tinha ficado sozinho com Henry no quarto. Ela também relatou que o menino saiu mancando do cômodo.
Em depoimento, Thayná afirmou ter sido orientada a não gerar provas contra Monique e Jairinho. No depoimento, ela afirmou inclusive que chegou a ser orientada a apagar mensagens trocadas com Monique.
Durante o depoimento, a babá afirmou que Henry costumava reclamar de dores depois de permanecer sozinho com Jairinho em um dos quartos do apartamento. Segundo ela, os episódios eram comunicados à mãe do menino por mensagens, telefonemas e conversas presenciais.

Thayná afirmou ainda que Henry, quando questionado sobre o que acontecia no quarto, respondia dizendo que havia caído da cama ou que não poderia falar sobre o que havia acontecido. A mulher relata ter presenciado situações suspeitas envolvendo Jairinho.
A advogada Juliana Nascimento, que representa Thayna, afirmou à CNN Brasil que sua cliente foi coagida por Monique, em um escritório de advocacia, a mudar seu depoimento durante as investigações.
“Hoje, Thayná se retratou e está se sentindo aliviada por dizer tudo o que sabe”, disse ainda a advogada, sobre a decisão de sua cliente em falar o que realmente viu e testemunhou durante o período em que trabalhou na casa.
