O ex-presidente Jair Bolsonaro atravessa um período delicado, marcado por questões de saúde e desdobramentos judiciais que se entrelaçam. Internado nesta sexta, dia 1 de Maio, no DF Star, em Brasília, ele se prepara para uma cirurgia no ombro direito, após autorização concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
O procedimento, voltado à correção do manguito rotador e de lesões associadas, vinha sendo solicitado pela defesa há dias. Apesar do pedido inicial para realização ainda em abril, a liberação oficial só ocorreu posteriormente. Segundo o ortopedista Alexandre Firmino, exames preparatórios estavam sendo realizados na manhã da internação, com previsão de início da cirurgia por volta das 10h.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se manifestou nas redes sociais, informando que acompanharia o ex-presidente no hospital. O gesto reforça o momento de atenção e cuidado em torno da recuperação de Bolsonaro.

A autorização judicial para o procedimento ocorre em meio ao cumprimento de prisão domiciliar humanitária temporária, concedida por Moraes em razão do estado de saúde do ex-presidente. A medida tem prazo inicial de 90 dias e foi estabelecida após a condenação a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
Do ponto de vista médico, Bolsonaro apresentou melhora significativa nas últimas semanas. Relatórios indicam evolução positiva de quadros anteriores, como pneumonia bilateral, além da redução de sintomas respiratórios e digestivos. Ainda assim, persistem dores intensas no ombro e limitações funcionais, o que justificou a indicação cirúrgica.
A equipe médica destacou que o ex-presidente respondeu bem à fisioterapia pré-operatória, cumprindo uma rotina rigorosa que inclui sessões frequentes e controle clínico constante. Após a cirurgia, ele deverá passar por nova avaliação e seguir com reabilitação específica.
O procedimento será realizado por via artroscópica, técnica considerada menos invasiva. A expectativa é de que a intervenção contribua para aliviar as dores e restaurar a mobilidade do ombro, permitindo uma recuperação gradual dentro das limitações impostas pelo quadro geral de saúde e pelo contexto jurídico em que Bolsonaro se encontra.
