Em um cenário onde casos de violência doméstica seguem sendo registrados com frequência em todo o país, ferramentas de proteção têm sido criadas para oferecer respostas mais rápidas e aumentar a segurança de vítimas em situação de risco.
Aplicativos de emergência, aliados a medidas protetivas, surgem como alternativas importantes, mas episódios recentes mostram que, mesmo com esses recursos, ainda existem desafios na prevenção de desfechos graves.
Na noite de segunda-feira (30), na cidade de Sorocaba, que fica interior do estado São Paulo, uma mulher de 51 anos perdeu a vida após ser atacada pelo ex-companheiro. Os casos de feminicídio continuam crescendo em todo o Brasil.
Minutos antes do ocorrido, Maria Eugenia de França Chagas acionou o botão de emergência do programa “Protege Mulher”, sistema utilizado pela Guarda Civil Municipal para atender vítimas com medida protetiva.
De acordo com a GCM, o chamado foi registrado às 22h05 e uma viatura chegou ao endereço, na Vila Zacarias, às 22h12. Ao chegar, os agentes encontraram a vítima caída em frente à residência.
Equipes prestaram os primeiros atendimentos enquanto a filha, que presenciou a situação, informava que o suspeito havia deixado o local em uma motocicleta. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado, mas a morte foi confirmada ainda no local.
O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, que não aceitava o término do relacionamento e segue sendo procurado. O caso foi registrado como feminicídio e está sob investigação da Delegacia de Defesa da Mulher. Maria Eugenia estava cadastrada no programa de proteção desde o dia 17 de março, sendo esta a primeira vez que utilizou o recurso de emergência.
A iniciativa permite que mulheres com medida protetiva acionem rapidamente as autoridades por meio de um aplicativo conectado ao sistema da GCM, enviando a localização em tempo real e informações sobre o agressor.
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Neste ano, o programa já atendeu dezenas de ocorrências e contribuiu para prisões de suspeitos na cidade. Ainda assim, o episódio evidencia que, além da tecnologia, é fundamental ampliar ações preventivas, fortalecer a rede de apoio e garantir respostas cada vez mais ágeis para proteger mulheres em situação de vulnerabilidade.
