A notícia caiu como um balde de água fria para fãs de filmes que marcaram gerações. Quando uma atriz tão presente na memória afetiva do público se despede, a sensação é de que um pedaço da infância e da história do cinema vai junto.
Personagens revisitados ano após ano, especialmente em datas especiais, ganham um novo significado diante da ausência de quem lhes deu vida. Catherine O’Hara, atriz canadense conhecida mundialmente por papéis icônicos em Esqueceram de Mim, Os Fantasmas se Divertem e pela série Schitt’s Creek, morreu aos 71 anos.
A confirmação foi feita por seu empresário à imprensa norte-americana. A causa da morte não foi revelada, mas ela havia sido diagnosticada recentemente com uma doença mantida em sigilo.
Para muitos espectadores, Catherine será sempre lembrada como Kate McCallister, a mãe desesperada que cruza continentes para reencontrar o filho esquecido em casa no clássico natalino dos anos 1990. O papel a transformou em um rosto familiar para públicos de todas as idades e consolidou sua presença em produções de grande alcance popular.
Sua carreira, no entanto, foi muito além dos sucessos de bilheteria. Catherine construiu uma trajetória sólida na comédia, começando no grupo de improviso Second City, em Toronto. Foi ali que iniciou uma parceria duradoura com Eugene Levy, que atravessou décadas e resultou em projetos cultuados, como o programa SCTV e, anos depois, o fenômeno televisivo Schitt’s Creek.

Na série, ela interpretou a excêntrica e sofisticada Moira Rose, personagem que lhe rendeu dois prêmios Emmy e uma nova geração de admiradores. O estilo único, o vocabulário elaborado e os figurinos marcantes fizeram de Moira um ícone pop, amplamente celebrado nas redes sociais.
Catherine O’Hara também teve colaborações frequentes com o diretor Christopher Guest e participou de obras dirigidas por Tim Burton, incluindo Beetlejuice e sua aguardada continuação lançada décadas depois. Mesmo nos últimos anos, manteve-se ativa, com participações em séries recentes e projetos variados no cinema e na televisão.
Ela deixa o marido, o diretor de arte Bo Welch, e dois filhos. Mais do que uma lista de trabalhos, Catherine deixa um legado de humor inteligente, personagens inesquecíveis e uma conexão genuína com o público, prova de que grandes atuações atravessam o tempo e permanecem vivas na memória coletiva.
