O programa Domingo Legal deste último domingo, 22 de março de 2026, provou que a televisão ao vivo continua sendo um terreno onde o imprevisto e o controverso caminham lado a lado.
O que deveria ser apenas mais uma dinâmica do quadro “Cardápio Secreto” transformou-se em uma perseguição frenética de Celso Portiolli atrás de uma rã que decidiu fugir do palco.
O episódio misturou o caos típico dos programas de auditório com o humor de duplo sentido característico do apresentador, saltando rapidamente da tela para o centro de um intenso debate digital sobre os limites do entretenimento.
🚨GRAVE: Hoje durante o programa ‘Domingo Legal’ uma rã (espécie semi-aquática) foi jogada, apertada, sacudida e até colocada dentro de um copo de suco. Praticamente usada como animal de circo, que ao meu ver, configura maus-tratos.
e se fosse um cachorro ou um gato? pic.twitter.com/uzsR8lo6Uh
— the amazing carlos (@tuitacarlos) March 22, 2026
A confusão atingiu seu ápice quando o animal escapou durante a preparação da prova. Em uma tentativa de conter a situação e manter o ritmo do programa, Portiolli correu pelo cenário, alcançou o anfíbio e, ao segurá-lo, disparou uma frase polêmica.
“Amor, tô com a mão na perereca. Mas é uma perereca de animal“, disse. Embora o apresentador tenha tentado imprimir um tom de brincadeira à situação, a recepção do público foi polarizada e, em grande parte, carregada de críticas ácidas.
Nas redes sociais, muitos internautas classificaram a cena como desnecessária e cruel, argumentando que animais não deveriam ser expostos ao estresse e ao manuseio brusco em um estúdio de TV apenas para gerar risadas.
Diversos comentários apontaram que a piada de duplo sentido e a própria dinâmica pareciam saídas diretamente dos anos 90, questionando se o SBT estaria “preso no passado” ao ignorar a evolução dos padrões éticos de 2026.
Para esses críticos, o uso de seres vivos como “brinquedos” de auditório é uma prática que já deveria ter sido abolida da grade dominical, conforme muitos apontam. Por outro lado, uma parcela considerável do público saiu em defesa de Celso Portiolli, alegando que a reação negativa é fruto de um “excesso de sensibilidade” da audiência atual.
Esses espectadores argumentam que interações inusitadas com animais são um clássico da TV aberta brasileira e que o apresentador apenas reagiu com o improviso que se espera de um profissional de sua estatura.
“Pensei que fosse um vídeo dos anos 2000. Me recuso a acreditar que é recente. Não é possível que ninguém da produção tenha a liberdade para falar que isso não é legal”, declarou, um internauta.
Até o momento, a emissora não se manifestou oficialmente sobre as críticas, mas o vídeo da “perseguição” continua acumulando visualizações e dividindo opiniões por todo o país.
