A prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, na manhã desta quinta-feira (21/05), gerou repercussão nas redes sociais. Essa não é a primeira vez de Deolane sendo presa, ou acusada de crimes graves.
Deolane foi presa no contesto da Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Segundo informações reveladas nesta quinta-feira, as investigações começaram ainda em 2019.
Segundo informações da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles, as investigações começaram após análise dos telefones de Ciro Cesar Lemos e Elidiane Saldanha Lopes Lemos, apreendidos em 2019.
Na ocasião, Ciro Cesar e Elidiane Saldanha entraram na mira da polícia por serem donos de uma transportadora suspeita de ser usada como fachada pelo PCC. A suspeita, por sua vez, surgiu após apreensão de manuscritos em posse de integrantes da facção dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.
Durante as investigações, a polícia apreendeu os celulares de Ciro e Elidiane. Conversas dos dois no aplicativo Telegram foram alvo de perícia e, a partir dali, a investigação ganhou novos desdobramentos inclusive este que resultou na prisãod e Deolane.
A Polícia acabou identificando a empresa Lado a Lado Transporte como empresa fachada, usada para Lavagem de Dinheiro. A empresa movimentou R$20 milhões, mas a polícia identificou uma diferença de R$6,9 milhões no que foi declarado à Receita. Ciro e Elidiane foram condenados.
Segundo inquérito, a análise de mensagens no aplicativo encontraram mensagens que teriam sido enviadas por Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, e ao irmão dele, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, com ordens para os faccionados.
Outros nomes identificados pela polícia foram: Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Everton de Souza, que por sua vez foi quem acabou levando a Polícia até Deolane.
