O jornalismo brasileiro sofreu um golpe devastador com a confirmação da morte encefálica da repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, na noite desta quinta-feira, 16 de abril de 2026.
Alice estava internada em estado gravíssimo no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após o trágico acidente ocorrido na tarde de quarta-feira na BR-381, que também vitimou o cinegrafista Rodrigo Lapa.
Em um comunicado emocionante, a Band Minas rendeu homenagens à jornalista, descrevendo-a como o “coração das manhãs” da emissora e destacando sua trajetória de brilho, que teve início na Band Brasília.
Em meados de agosto de 2024, ela foi transferida para a capital mineira. Para além da profissional talentosa e dedicada, o relato da emissora e de familiares revela uma mulher movida por afetos profundos e causas nobres.
Alice vivia um momento de especial alegria ao planejar o primeiro aniversário de seu filho, Pedro, a quem chamava carinhosamente de “astronauta”. Recentemente, ela havia retornado de uma licença-maternidade.
Além disso, ela era também uma voz ativa na defesa de pautas sobre o autismo, motivada pelo amor ao irmão, e não escondia a felicidade recente vivida ao lado do marido, o policial rodoviário federal João.
Sua presença na redação era marcada por um jeito único de encarar o cotidiano, transformando até as reclamações sobre o trânsito ou o clima em momentos de descontração e riso entre os colegas.
Mesmo diante do desfecho doloroso, a trajetória de Alice Ribeiro encerra-se com um gesto que reflete os valores que ela sempre defendeu em suas reportagens, que são o de empatia e cuidado ao próximo.
A família autorizou a doação de seus órgãos, confirmando a destinação de rins, pâncreas, fígado e córneas para pacientes na fila de transplante. Essa foi a atitude que os familiares tiveram após a confirmação de sua partida.
Alice parte deixando uma lacuna profunda na comunicação mineira, mas sua história permanece viva através das vidas que agora ganham uma nova chance graças à generosidade de sua família e ao seu espírito humanitário.
“Alice deixa um vazio irreparável em nossa redação, mas seu legado de empatia permanece”, declarou a emissora em nota oficial, ao lamentar a partida da querida repórter que marcou a vida de muitas pessoas.
