O embate entre o apresentador Ratinho e a deputada federal Erika Hilton ganhou novos desdobramentos jurídicos nesta quinta-feira, 12 de março de 2026.
Após as declarações polêmicas feitas ao vivo no SBT, nas quais o comunicador questionou a legitimidade da parlamentar para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher utilizando argumentos biológicos, a equipe dele quebrou o silêncio.
Os dois se pronunciaram ainda que de forma breve. Em nota, a assessoria afirmou que o apresentador não irá se pronunciar publicamente sobre o ocorrido, justificando que ele adota a postura de não se manifestar quando o assunto passa a ser jurídico.
Enquanto o apresentador opta pelo silêncio, Erika Hilton intensificou a pressão legal ao acionar o Ministério Público de São Paulo. A deputada não apenas solicita a abertura de um inquérito policial, como também pede a prisão de Ratinho por transfobia.
Este é um crime que pode resultar em uma pena de até seis anos de reclusão. Em suas redes sociais, Erika classificou as falas como um ataque violento que extrapola sua individualidade, atingindo toda uma coletividade e fez críticas.
O SBT, por sua vez, buscou se distanciar imediatamente das falas de seu contratado para preservar os valores da emissora. Em um comunicado oficial, a rede de televisão repudiou qualquer tipo de discriminação.
A direção informou que o caso está sendo analisado internamente, indicando que medidas administrativas podem ser tomadas para garantir que o código de ética da casa seja respeitado.
“O apresentador Ratinho não se manifesta quando o assunto é de ordem jurídica”, foi dito por sua assessoria, ao trazer mais detalhes sobre o assunto.
O caso agora aguarda a decisão do Ministério Público sobre a aceitação da denúncia, enquanto o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a transfobia em concessões públicas de TV volta ao centro das atenções no país.
