As altas temperaturas registradas durante a partida entre França e Marrocos, disputada em Boston pela Copa do Mundo de 2026, motivaram críticas de profissionais da televisão brasileira à estrutura destinada à imprensa no estádio.
Na abertura da transmissão da TV Globo, o narrador Everaldo Marques destacou que os termômetros marcavam 32°C e relatou o forte calor no local. Ele observou que, apesar da umidade menor em comparação com Miami, as condições continuavam bastante desconfortáveis para quem trabalhava na cobertura.
Em seguida, o jornalista direcionou as críticas à Fifa. Segundo Everaldo, em edições anteriores do Mundial, como as realizadas no Brasil e na África do Sul, a entidade adotou exigências rigorosas para garantir melhores condições de infraestrutura, algo que, na avaliação dele, não ocorreu nos Estados Unidos.
O narrador afirmou ainda que a cabine reservada à imprensa não possuía cobertura, deixando as equipes expostas ao sol intenso e até mesmo à chuva. Para ele, os profissionais trabalhavam ao relento sob temperatura de 32°C, situação que classificou como inadequada.
“Quando a Copa do Mundo é na África do Sul, é no Brasil, eles fazem uma série de exigências para que tudo tenha as melhores condições. Mas devia valer para cá também. Nós estamos aqui ao relento, 32° de temperatura, estamos todos fritando aqui”, dispara Everaldo.
everaldo marques putaço ao vivo com a parcialidade da FIFA em exigir nas copas do resto do mundo que tenha coberturas e etc nos estádios para as equipes mas lá nos Estragos Unidos ligaram o foda-se e eles estão "ao relento". HABLAAAAAAAA #FRAxMAR #CopaNaGlobo #FIFAWorldCup pic.twitter.com/uClB7PZm1D
— nico na #CopaNaGlobo 📺 (@feeddonico) July 9, 2026
As reclamações também marcaram a transmissão do SBT. Galvão Bueno afirmou que já havia trabalhado outras vezes no Gillette Stadium, mas ressaltou que nunca tinha enfrentado calor semelhante no estádio.
O narrador explicou que os termômetros superavam os 30°C e lembrou que a arena, por ser antiga, não oferece cobertura para as equipes de televisão. Ele acrescentou que profissionais de emissoras de diversos países enfrentavam a mesma situação e citou o comentarista alemão Bastian Schweinsteiger como um dos afetados.
