Cazuza, nome marcante do rock brasileiro nos anos 1980, construiu uma trajetória de destaque como vocalista do Barão Vermelho e, posteriormente, em carreira solo. Intérprete de sucessos como ‘Exagerado’ e ‘O Tempo Não Para’, o artista também cresceu cercado pelo universo da música graças à influência familiar.
Agenor de Miranda Araújo Neto, seu nome de batismo, o cantor passou a infância no Leblon, no Rio de Janeiro, convivendo com importantes representantes da Música Popular Brasileira. Entre os nomes presentes em seu cotidiano estavam Elis Regisna, Gal Costa, Gilberto Gil e Caetano Veloso, reflexo da atuação profissional de seu pai.
João Alfredo Rangel de Araújo, conhecido como João Araújo, foi empresário e produtor musical com papel decisivo na indústria fonográfica nacional. Segundo registros biográficos, ele nasceu no Rio de Janeiro em 2 de julho de 1935 e morreu em casa, às 6h30 de 30 de novembro de 2013, vítima de um infarto, aos 78 anos.
João Araújo viveu 23 anos após a morte do único filho com Lucinha Araújo. Cazuza faleceu em 1990, aos 32 anos, deixando uma obra que permanece entre as mais influentes da música brasileira. A carreira do produtor começou aos 14 anos, quando ingressou na Copacabana Discos como auxiliar de imprensa.

Mais tarde, trabalhou nas gravadoras Odeon e Philips, onde chegou ao cargo de diretor artístico e participou da formação de um elenco de destaque. Em 1969, fundou a Som Livre, gravadora das Organizações Globo. À frente da empresa por 38 anos, acompanhou o desenvolvimento de diversos artistas e contribuiu para a consolidação do mercado fonográfico brasileiro.
Além de apoiar a trajetória de Cazuza no Barão Vermelho, João Araújo participou do lançamento de nomes como Djavan, Rita Lee, Xuxa, Lulu Santos, Ronnie Vonn, Novos Baianos, Guilherme Arantes e Gilberto Gil, artistas que alcançaram grande projeção nacional.
