A confirmação da morte do cantor Neto Araújo reacendeu entre fãs da música nordestina a lembrança de outras despedidas marcantes envolvendo artistas que passaram pela banda Cavaleiros do Forró.
Ao longo dos anos, o grupo viu ex-integrantes seguirem caminhos diferentes na carreira, mas também enfrentou uma sequência de perdas que deixou marcas na história da formação.
Neto Araújo morreu na quinta-feira, aos 42 anos, no município de Pendências, no Rio Grande do Norte. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada, e familiares ou pessoas próximas também não informaram detalhes sobre as circunstâncias do falecimento.
Com sua morte, ele se torna o quarto ex-integrante da Cavaleiros do Forró a falecer nos últimos anos. O artista fez parte de uma importante fase da banda e assumiu os vocais após a perda de Inácio Alexandre, um dos nomes mais conhecidos da trajetória do grupo.
A primeira grande perda ocorreu em 2005, quando Inácio Alexandre morreu em um acidente rodoviário enquanto a banda viajava para cumprir compromissos profissionais.
Na mesma ocorrência também faleceu o guitarrista Edivan Paulo da Silva, deixando o grupo profundamente abalado e obrigando a uma reorganização da formação. Anos depois, em 2017, outra notícia entristeceu os admiradores da banda com a morte da cantora Eliza Clívia, aos 36 anos.
Ela havia iniciado carreira solo poucos meses antes e construiu uma trajetória marcante na Cavaleiros do Forró entre 2003 e 2013, período em que dividiu os palcos e gravações com diferentes formações da banda.
Em 2019, o cantor Gabriel Diniz, que integrou o grupo entre 2010 e 2011, também faleceu quando já vivia o momento de maior projeção de sua carreira solo, impulsionado pelo sucesso nacional da música “Jenifer”. Sua partida causou grande comoção entre artistas e fãs de todo o país.
As sucessivas perdas reforçam a importância dos artistas que ajudaram a construir a história da Cavaleiros do Forró e deixaram contribuições relevantes para o gênero.
Mesmo com a despedida de antigos integrantes, o legado musical permanece vivo por meio das canções que continuam presentes na memória do público e nas apresentações do forró brasileiro.
